sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O Universo é Matrix


O Universo é Matrix?
Kentaro Mori*





O tabuleiro de xadrez é o mundo; as peças são os fenômenos do Universo; as regras do jogo são o que chamamos de Leis da Natureza. O jogador no outro lado está oculto a nós.
Thomas H. Huxley, 1868
E se tudo o que você vê for apenas uma simulação de computador? O filme Matrix provoca a idéia, com a ajuda de surpreendentes efeitos visuais – criados justamente por computadores, e que parecem incrivelmente reais. Na produção da seqüência, Matrix Reloaded, o supervisor de efeitos especiais John Gaeta comentou que as imagens geradas por sua equipe são tão impressionantes que “talvez nossa tecnologia se torne a verdadeira Matrix, e nós tenhamos inadvertidamente liberado o frasco de coisa verde no planeta”.

Mas o que deve intrigar mesmo é que existem propostas científicas sérias de que todo o Universo, incluindo nós mesmos, seja em essência o resultado de um grande computador. Já em fins dos anos 60, o alemão Konrad Zuse sugeria que todo o Universo estaria tendo lugar nas entranhas lógicas de um computador. Zuse não era um maluco qualquer: ele construiu os primeiros computadores eletromecânicos programáveis do mundo, desenvolveu a primeira linguagem de computador de alto-nível, e, entre tantas outras coisas, criou o primeiro programa de xadrez em um computador. O que não deixa de ser curioso, dada a metáfora do naturalista do século XIX Thomas Huxley que introduz este artigo.

A sugestão de Zuse fazia referência ao tipo de computador em particular que estaria ‘rodando’ nosso Universo, denominado autômato celular. O conceito deste tipo de computador foi criado por outro grande pioneiro, o matemático húngaro John von Neumann, nos anos 40 – a propósito, como uma base da idéia de sistemas lógicos que fossem auto-reprodutores e que imitassem assim a própria vida.

Tela do programa Life32, baseado no 'Game of Life' original de John Conway.
Para entender basicamente o que são autômatos celulares, e eles são um tanto diferentes do computador a que estamos acostumados, começamos com a metáfora de xadrez de Huxley. Jogue fora as peças, e fique apenas com o tabuleiro. Cada casa do tabuleiro é uma célula, e cada uma destas células pode ser branca ou preta. Agora, a cor destas células não depende mais do padrão monótono e fixo do xadrez, mas pode mudar de acordo com regras simples implementadas dentro de cada uma delas. Estas regras são executadas em todas as células simultaneamente, toda vez que um relógio bate. O tabuleiro é agora um autômato celular.

Cada célula deste autômato pode, por exemplo, ter o seguinte conjunto de regras: se houver três células imediatamente vizinhas brancas, ela deve ficar ou continuar branca. Se houver duas células vizinhas brancas, sua cor não deve mudar. Se houver menos de duas ou mais de três vizinhas brancas, deve ficar ou continuar preta. E isso é tudo. Se você leu essas regras, o que deve ter sido um tanto chato, pelo menos deve ter percebido que elas são muito simples. Mas a partir delas, executadas em cada célula de nosso autômato, uma ordem incrível de complexidade pode surgir.

Isso foi demonstrado de forma bela por um programa de computador que se tornou uma febre nos anos 70: o Game of Life de John Conway. Usando exatamente as regras descritas acima, cada célula branca estava ‘viva’, e as pretas, ‘mortas’. Em uma época que hoje já parece remota, onde o tempo dos computadores era caríssimo, horas e horas foram gastas por pesquisadores fascinados observando como uma ordem inesperada surgia: quadrados piscando, triângulos andando e flechas zunindo, tudo em padrões complexos mudando, a cada batida do relógio.
E resulta que mesmo um autômato celular de regras simples como o Game of Life de Conway pode funcionar como um computador universal: isto é, representando informação como células brancas ou pretas, e dispondo diversas outras células de forma determinada, este simples jogo de computador pode em tese simular qualquer computador imaginável, dando seus resultados como um determinado padrão de células.

A capacidade de computação universal de autômatos celulares simples nos leva de volta às especulações de que o Universo seja um computador. Essa especulação fantástica deriva essencialmente de uma suposição: a de que o Universo seja discreto, em outras palavras, que seja em essência digital.

O mundo pode parecer contínuo, analógico em muitos aspectos: basta olhar para o arco-íris que parece variar suas cores continuamente. Mas apenas parece: a luz é composta de partículas discretas chamadas fótons. No mundo do infinitamente pequeno, regido pelas leis da física quântica, o infinitamente pequeno pode simplesmente não existir: as ações se dariam em pacotes, de forma discreta, em quanta. Até mesmo o tempo e o espaço não seriam contínuos: existiria uma quantidade mínima de tempo e espaço passível de ser medida, e possivelmente, de acontecer em nosso Universo. E um Universo em que tempo e espaço ocorrem aos pulsos é justamente o universo dos autômatos celulares.

O padrão de pigmentação em conchas pode ser reproduzido por autômatos celulares com regras definidas. Para Wolfram, isto evidencia processos de computação já ocorrendo na natureza.
“Nossa tese é de que algum modelo de autômato celular pode, em efeito, ser programado para funcionar como a Física [do Universo]”, diz Edward Fredkin, da Universidade de Boston. Fredkin já foi diretor do laboratório de ciência de computação do M.I.T., e tem sido um dos mais notáveis promotores do Universo como um computador. Sua ‘Mecânica Digital’ explicaria mesmo os mais incompreensíveis aspectos da mecânica quântica.
Contudo, o mais novo e ardoroso defensor desta abordagem é Stephen Wolfram, criador de um dos mais usados softwares de computação técnica do mundo. Wolfram ficou milionário, e dedicou os últimos anos a uma busca obstinada – e em grande parte obscura – para demonstrar que autômatos celulares podem responder por toda a complexidade que enxergamos no mundo.

No ano passado, Wolfram finalmente lançou o livro A New Kind of Science (Um Novo Tipo de Ciência), um tomo volumoso repleto de gravuras, complementado por programas de computador de demonstração. Tornou-se brevemente um best-seller, um feito notável considerando as mais de 1.000 páginas e o tema hermético, mas não agradou muito à comunidade científica. Wolfram é acusado de não reconhecer plenamente o trabalho de outros cientistas nas teorias e idéias que expõe, de não apresentar idéias realmente novas, além de tentar levar todas elas longe demais sem a base necessária. “Não é novo, e não é ciência”, escreveu o crítico David Drysdale.

O livro de Wolfram e, é claro, o filme Matrix, divulgam cada vez mais a idéia de que o Universo seja um computador. Por trás dessa divulgação ampla, os seus criadores, de Zuse a Fredkin, ofereceram uma hipótese séria e tantalizante. Talvez, perguntar ‘o que é Matrix?’ seja no final das contas a mesma pergunta fundamental feita pela ciência: o que é o Universo?

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Quarenta e dois

Edward Fredkin está procurando pelo carro no estacionamento, quando seu filho diz: “Eu sei exatamente onde o carro está!”. Surpreso, ele pergunta “onde?”. Ao que ouve “O carro está no Universo”. Caso o Universo seja um computador funcionando em algum lugar, nós podemos estar igualmente certos de que onde quer seja, não é neste Universo: como Fredkin chama, o lugar onde nosso Universo estaria é o Outro.

Podemos saber pouco sobre o Outro. Uma vez que contém algo que é responsável por nosso Universo, e como nosso Universo pode criar computadores universais, então o Outro é certamente capaz de produzir computadores universais. Além disso, se as leis físicas que conhecemos são resultado de regras em um autômato celular, podem existir muitas outras regras, muitos outros universos. E todos eles podem estar contidos no Outro, que por sua vez pode ter leis físicas imponderáveis a nós. Estudar nosso Universo não diz muito mais do que isso sobre o Outro.

Entretanto, não resistimos imaginar por que ele estaria ‘rodando’ nosso Universo. Em um de seus melhores contos, o escritor de ficção científica Isaac Asimov escreveu sobre “A Última Pergunta”: como evitar o destino de nosso Universo em expansão, a morte térmica. O ano é 2061, e como não poderia deixar de ser, a pergunta é feita a um computador. Depois de um breve silêncio, o computador informa: “Dados insuficientes para uma resposta”. E ao longo de centenas bilhões de anos, a humanidade se expande pelo Universo e se funde com seus computadores – sempre para descobrir que a última pergunta ainda não pode ser respondida. Ao fim, quando todo o Universo é englobado pelo Computador, quando o caos já reina, ele finalmente chega a uma resposta. Mas já não há ninguém para conhecê-la exceto ele mesmo. A resposta deve ser dada então por demonstração, e a entropia do Universo será revertida. E o Computador diz: “Que se faça a luz!”. E houve luz.

Ficção à parte, se nosso Universo é apenas um dentre muitos que podem ocorrer no Outro, talvez não exista um Criador, ou melhor, um Programador. Como nota Jürgen Schmidhuber, do Instituto Dalle Molle de Estudos em Inteligência Artificial na Suíça, em nosso Universo-computador uma xícara de chá não só seria resultado de cálculos, como estaria efetuando cálculos para existir. O que ela computa? Provavelmente nada muito interessante, mas se ela é um computador efetuando um cálculo qualquer, nosso próprio Universo poderia estar tendo lugar no Outro como algo tão desinteressante quanto uma xícara de chá é para nós.

Aos que ficarem desanimados com a idéia, podemos voltar à ficção científica. Em ‘O Mochileiro das Galáxias’, Douglas Adams conta que fomos criados para computar a resposta da Grande Questão da Vida, do Universo e Tudo. A resposta? 42.
Leia mais
- A Filosofia Digital de Edward Fredkin (em inglês)
- Fredkin, Wolfram & God
- A Hipótese de Zuse (em inglês)
- Life32 - versão freeware para Windows(r) do Game of Life
- Cellular Automata - Uma excelente introdução a autômatos celulares
- The World According to Wolfram - Resenha do livro de Wolfram 

Nota
Apesar do que possa parecer, este não é um plágio do artigo 'Matrix: A realidade é uma ilusão?' de Rafael Kenski, publicado em maio de 2003 na revista SuperInteressante. Todo este artigo foi escrito no começo de abril de 2003 para um outro projeto, mas teve que ser descartado justamente por causa da (realmente embasbacante) semelhança com o artigo publicado em maio na revista SI. Não sei se implantes alienígenas em meu cérebro transmitiram este artigo para a mente de Kenski, provavelmente um alienígena reptiliano disfarçado entre nós. Contudo, para que este trabalho (embora semelhante, também diferente) não seja totalmente perdido, fica então aqui para os visitantes de CA, espero que apreciem apesar de fugir um pouco da temática de ufologia e paranormal.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

COMO LIDAR COM TODA ESTA ENERGIA

COMO LIDAR COM TODA ESTA ENERGIA


Patricia Diane Cota-Robles

Junho 2009

http://eraofpeace.org

A humanidade está no meio de uma mudança de energia, de vibração e de consciência sem precedentes. Os eventos planetários e celestiais estão fazendo com que a freqüência da vibração seja intensamente acelerada em cada partícula atômica e subatômica e em cada onda de Vida na Terra. Esta mudança de vibração está afetando de modo tangível cada homem, mulher e criança a um nível celular. Ainda que as pessoas não compreendam exatamente o que está acontecendo a elas, todos parecem estar conscientes de que algo muito extraordinário está ocorrendo em seus corpos físicos, suas emoções, e seus processos de pensamento.

As pessoas ao redor do mundo estão vivenciando todos os tipos de coisas incomuns devido a esta vibração acelerada. Milhões de pessoas parecem estar em um liquidificador ou andando em uma emocionante montanha-russa, enquanto elas prosseguem em suas atividades diárias. As pessoas estão tendo dramáticas oscilações de humor, que estão muito em desacordo com os seus padrões de comportamento usuais. Outras pessoas estão tendo acometimentos anormais de medo, ansiedade, stress e até ataques de pânico. Eu sei que há muitas coisas estressantes ocorrendo nas vidas das pessoas, devido ao colapso da economia, aos problemas de moradia, e à perda dos empregos, etc, mas a algum nível, este fenômeno está acontecendo a todos, não obstante se eles são ou não afetados pessoalmente pelas circunstâncias do mundo exterior.

As pessoas estão experienciando todos os tipos de sintomas físicos incomuns, que eles não sofreram no passado. Muitos estão tendo enxaquecas pela primeira vez ou problemas dolorosos nas costas. Outros podem não ser capazes de se concentrar em seus pensamentos ou a sua memória a curto prazo pode parecer estar falhando. As pessoas estão experienciando sintomas semelhantes a gripe inexplicáveis, alergias, fadiga excessiva, sonolência ou insônia, dores musculares e nas articulações, problemas digestivos, vertigens ou insensatez, e cada outra enfermidade física, mental e emocional na Terra.

É importante que todos nós compreendamos que o processo de aceleração que estamos passando é uma parte necessária da purificação e do renascimento que precisam ocorrer a fim de que manifestemos fisicamente os padrões de perfeição para a Nova Terra. Felizmente, a Companhia do Céu nos tem revelado informações importantes e nos dado ferramentas muito poderosas que nos auxiliarão a completarmos este processo rapidamente com sintomas menos dolorosos.

Há algumas coisas muito fáceis que podemos fazer, além de usarmos as ferramentas e técnicas que nos foram dadas pelo nosso Deus Pai-Mãe e pela Companhia do Céu. Nós podemos elevar as nossas vibrações, comendo mais frutas e vegetais orgânicos crus e bebermos água pura. Podemos também elevar as nossas vibrações, ouvindo músicas edificantes, tendo pensamentos positivos, andando na natureza, relaxando na água, lendo livros inspirativos, brincando, amando, rindo, e qualquer outra coisa que abra os nossos corações e nos preencha de alegria.

Enquanto nos movemos através deste processo de Ascensão, devemos SABER que não é a intenção de nosso Deus Pai-Mãe que fiquemos presos na dor e no sofrimento que está sendo impulsionado para a superfície para serem transmutados e transformados na Luz. Muito pelo contrário. É o Seu desejo que utilizemos as preciosas ferramentas e técnicas que Eles nos deram, de modo que possamos Ascender rapidamente para as freqüências da harmonia e do equilíbrio da 5ª Dimensão. Nas freqüências mais elevadas para as quais estamos Ascendendo, experienciaremos graciosamente a saúde vibrante, a eterna juventude, a abundância, a paz, o amor e a alegria abundante que está aguardando cada um de nós.

Em uma mensagem anterior, eu descrevi um evento global vitalmente importante que ocorrerá de 15 a 20 de Agosto de 2009. Se vocês não leram este artigo, por favor, vão até esta mensagem "Este é o nosso momento" (Março de 2009), e leiam esta informação cuidadosamente. É importante que todos nós participemos desta rara oportunidade de qualquer modo que nosso Eu Divino nos oriente. O propósito desta Missão Divina é auxiliar a Humanidade e TODA a Vida que evolui na Terra para transmutar e transcender rapidamente a negatividade aparente que está causando tanta dor e sofrimento nas vidas das pessoas por todo o planeta.

A fim de que esta faceta crítica e monumental da revelação do Plano Divino seja Divina e Vitoriosamente realizada, em perfeito alinhamento com o bem mais elevado para toda a Vida nesta encantadora Terra, a Humanidade deve estar vibrando na freqüência mais elevada da Luz Divina que seja capaz de receber. É por isto que a Companhia do Céu está pedindo que redobremos os nossos esforços durante os próximos meses.

Entre agora e o influxo global de Luz que ocorrerá em Agosto, surgirão várias oportunidades para a Humanidade se unir em meditações para aumentar a Luz que estamos contribuindo com o mundo. Entretanto, o que vocês e eu fizermos em uma base DIÁRIA, unindo-nos em consciência com os Trabalhadores da Luz ao redor do mundo entre agora e este Momento Cósmico, expandirá a Luz na Terra exponencialmente.

Nossos esforços unificados elevarão a energia, a vibração e a consciência de nossos Corpos Terrestres às freqüências da Luz além de qualquer coisa que já tenhamos vivenciado. Isto impulsionará cada um de nós em direção à saúde vibrante, à eterna juventude, e à infinita perfeição de nossos Corpos de Luz Solares físicos, etéricos, mentais e emocionais. Isto, por sua vez, capacitará intensamente a nossa habilidade de sermos instrumentos eficazes de Deus, durante este tempo incomparável da Ascensão da Terra à Luz. Nós expandiremos infinitamente a nossa habilidade de sermos um Cálice de Luz através do qual a Luz de Deus fluirá para transformar este planeta e toda a sua Vida nos padrões de perfeição da Nova Terra.

Aqueles que estão familiarizados com o nosso trabalho sabem que durante várias décadas passadas, compartilhamos inúmeros meios de informação e as poderosas ferramentas que foram dadas à Humanidade pela Companhia do Céu. Agora, por causa da urgência da hora, nos foi pedido que compilássemos estes maravilhosos presentes do Alto em um conjunto de dois CDs que as pessoas por todo o mundo pudessem usar facilmente para se unirem em consciência. Juntos, capacitaremos a nossa habilidade de transformar os nossos corpos físicos, etéricos, mentais e emocionais, e elevaremos a freqüência de nossos Corpos Terrestres na perfeição infinita de nossos Corpos de Luz Solares. Nós somos poderosos além de nosso conhecimento, mas quando nós, com Divinas Intenções, unimos os nossos corações, o nosso poder é expandido além da compreensão de nossas mentes finitas.

A Companhia do Céu disse que a vantagem de usar CDs como estes para nos ajudar com a nossa transformação física, é que mesmo que estejamos trabalhando sozinhos em nossos lares, podemos nos unir em consciência com pessoas por todo o mundo que estejam usando os mesmos CDs. Quando estamos fazendo as mesmas invocações, meditações e visualizações como milhares de pessoas no mundo inteiro, nossos esforços são ampliados um milhão de vezes. Esta consciência coletiva cria um momentum de Luz que os nossos Eus Divinos podem usar para transmutar e transformar a negatividade aparente em nossas vidas individuais e nas vidas coletivas de toda a Humanidade.

Este importante conjunto de CDs é intitulado Transformação Física. Nós os estamos oferecendo por um preço reduzido para torná-los mais acessíveis para vocês.

Vocês podem pedir os CDs físicos ou podem descarregá-los através de nosso website ou de um arquivo MP3 para o seu computador.

Se vocês já tiverem este conjunto de CDs, por favor, continuem a usá-los para intensificar a formação do momentum de nosso campo de força de Luz transformadora.

Se não tiverem estes CDs e estiverem interessados em sua própria transformação física e em participar desta oportunidade para contribuir com a Luz do mundo, a informação para vocês adquirirem os CDs está listada abaixo.

http://eraofpeace.org/store/index.php?act=viewCat&catId=saleItems


Este artigo é protegido por Direitos Autorais, mas vocês têm a minha permissão de compartilhá-lo através de qualquer meio, contanto que os créditos apropriados sejam incluídos. ©2009 Patricia Diane Cota-Robles

Patricia Diane Cota-Robles

Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br

Fonte original em Português: http://www.novasenergias.net/patricia/newearthhere08.html


Website em inglês: www.eraofpeace.org


Este artigo é protegido por direitos autorais, mas vocês têm a minha permissão de compartilhá-lo, através de qualquer meio, contanto que os créditos sejam incluídos.

A informação que é compartilhada mensalmente está sendo dada à Humanidade pelos Seres de Luz nos Reinos da Verdade Iluminada. A Intenção Divina desta informação é encorajar, capacitar, exaltar e inspirar todos nós, permitindo que vejamos a cena maior durante estes tempos maravilhosos, mas extremamente desafiadores.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

O PODER DA MÚSICA

"Visto que nos encontramos neste estado degradado de imperfeição moral, será melhor sermos práticos, harmonizarmos nossa música e, pelo mesmo processo, começarmos a compor uma nova e melhor forma de arte. Uma arte de acentuada sublimidade poderá, por si só, levar-nos de volta aos céus."
(Bach)

"Sinto-me obrigado a deixar transbordar de todos os lados as ondas de harmonia provenientes do foco da inspiração. Procuro acompanhá-las e delas me apodero apaixonadamente; de novo me escapam e desaparecem entre a multidão de distrações que me cercam. Daí a pouco, torno a apreender com ardor a inspiração; arrebatado, vou multiplicando todas as modulações, e venho por fim a me apropriar do primeiro pensamento musical. Tenho necessidade de viver só comigo mesmo. Sinto que Deus e os anjos estão mais próximos de mim, na minha arte, do que os outros. Entro em comunhão com eles, e sem temor. A música é o único acesso espiritual nas esferas superiores da inteligência."
(Beethoven)

O presente estudo pretende refletir sobre a influência que a música, assim como as artes em geral, exerce sobre o comportamento espiritual do ser humano.
A música e sua origem divina

De acordo com escrituras e mitologias de todos os povos a música, assim como as demais expressões da arte, foram trazidas aos homens pelos deuses. Na remota antiguidade, a música era empregada com a sagrada finalidade de reverenciar o Ser Supremo. Sua finalidade era a de expressar as cosmogonias, elevar a alma humana às alturas das esferas espirituais. Todas as expressões artísticas desenvolveram-se á luz dos ritos iniciáticos, com a finalidade de expandir a consciência dos inciados durante as cerimônias sagradas, abrindo-lhes a captação psíquica para experiências transcendentes.

Com o tempo a arte saiu do âmbito dos templos e do sagrado, vulgarizou-se, caiu na banalização das massas, passando a refletir seus instintos inferiorizados, anseios embrutecidos e a desmesurada ambição pelo lucro e a fama.

O poder oculto da música

Atualmente a ciência, sobretudo no campo da medicina e da psicologia, vêm redescobrindo verdades e conhecimentos que os antigos sábios detinham sobre o poder oculto da música.

Hoje sabemos que basta estarmos no campo audível da música para que sua influência atue constantemente sobre nós, acelerando ou retardando, regulando ou desregulando as batidas do coração; relaxando ou irritando os nervos; influindo na pressão sanguínea, na digestão e no ritmo da respiração, exercendo alterações sobre os processos puramente intelectuais e mentais.

Modernos pesquisadores estão começando a descobrir que a música influi no caráter do indivíduo e, ao influir em seu caráter, significa alterar o átomo ou unidade básica - a pessoa - com a qual se constrói toda a sociedade.

Os grandes sábios da China antiga até o Egito, desde a Índia até a idade áurea da Grécia acreditavam que há algo imensamente fundamental na música que lhe dá o poder de fazer evoluir ou degradar completamente a alma do indivíduo e, desse modo, fazer ou desfazer civilizações inteiras.

Assim, "uma inovação no estilo musical tem sido invariavelmente seguida de uma inovação na política e na moral", conclui um estudioso moderno.
O Messias, de Handel

A influência da música sobre o nosso comportamento é algo que desperta cada vez mais o interesse dos estudiosos. Ela pode influenciar no comportamento de toda uma nação, como por exemplo ocorreu com o rei George III, na Abadia de Westminster, durante uma apresentação de Handel. A certa altura da apresentação da obra o Messias (o coro da Aleluia) o rei se pôs em pé, sinal para que todo o público se levantasse. Ele estava chorando. Nada jamais o comovera tão vigorosamente. Dir-se-ia um grande ato de assentimento nacional às verdades fundamentais da religião.

Os diferentes tipos de música levam-nos a manifestar comportamento mentais-emocionais específicos. Em certas circunstâncias, somos induzidos a alterar procedimentos em função dos diferentes estados de consciências que a música, involuntariamente, pode nos levar a alcançar. Assim, sob sua influência, podemos tomar a decisão impulsiva e decisiva para iniciar ou terminar um determinado relacionamento amoroso, ou ainda, quem sabe, aumentar ou diminuir a velocidade de nosso carro num lugar inapropriado.

Rossini fala a Kardec sobre a música espírita

Em contatos com Allan Kardec, nas reuniões da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, o espírito do músico e compositor clássico Gioachino Rossini, por solicitação do codificador, falou sobre alguns aspectos espirituais da música e sua influência no comportamento espiritual do homem.

Rossini fora um músico extremamente bem sucedido, tendo recebido do rei de França os cargos de Primeiro Compositor do Rei e Inspetor Geral de Canto, recebendo um salário invejável. Esbanjou talento - foi contratado exclusivo do Teatro de Milão durante vinte anos, autor de 30 óperas, reconhecido como a "personalidade mais brilhante que jamais dourou as páginas do livro musical do mundo contemporâneo".

Mas, no além, diante da solicitação de Allan Kardec, ele se julga incapacitado para discorrer a respeito da finalidade transcendente da música, prometendo estudar o assunto, lá, nos domínios espirituais para, numa outra oportunidade, voltar a falar aos membros da Sociedade.

Lembra Rossini ao codificador do espiritismo que a embriaguez do êxito, a complacência dos amigos e as lisonjas dos cortejadores muitas vezes lhe tiraram o meio de reconhecer suas fraquezas morais, turvando-lhe o discernimento sobre a sublime finalidade da arte musical.

Numa posterior comunicação ele volta para expor suas novas idéias. Começa redefinindo o conceito de harmonia, comparando-a com a luz. Assim ele se expressa: "Fora do mundo material, isto é, fora das causas tangíveis, a luz e a harmonia são de essência divina. A posse de uma e outra está na razão dos esforços empregados para adquiri-las, elas que são duas sublimes alegrias da alma, filhas de Deus e, portanto, irmãs", querendo dizer com isso que um refinado executante ou ouvinte de música, do ponto de vista espiritual, é alguém que conquistou algo de luz e harmonia em si mesmo.

A harmonia é um sentido íntimo da alma

O espírito de Rossini inicia sua mensagem propondo um novo conceito sobre a expressão HARMONIA, comparando-a com a luz. Para ele, ambas são uma espécie de sentidos íntimos da alma, estados transcendentes do ser. Explica que a alma é apta a perceber a harmonia, mesmo sem o auxílio de qualquer instrumentação, como é apta a perceber a luz sem o concurso das combinações materiais.

"Quanto mais desenvolvidos são esses sentidos íntimos da alma, tanto melhor percebe ela a luz e a própria harmonia", ensina.

As diferentes harmonias do espaço

O espírito do grande maestro se diz espantado ao contemplar as diferentes harmonias do espaço. Diz serem constituídas por inúmeros e diferentes graus, conhecidos e desconhecidos, dispersos e ocultos no éter infinito. Essas diferentes harmonias, percebidas separadamente, constituem a harmonia particular de cada grau.

Explica que, nos graus inferiores, essas harmonias são elementares e grosseiras. Nos graus superiores, levam ao êxtase. Revela que "quando é dado ao espírito inferior deleitar-se com os encantos das harmonias superiores, o êxtase o arrebata e a prece lhe penetra o íntimo". Informa que a música é um tipo de "encantamento que o transporta às elevadas esferas do mundo moral". Imerso nas vibrações de uma música superior, o espírito então "entra a viver uma vida superior à sua e assim deseja continuar a viver para sempre". Contudo, cessada a harmonia que o penetra, "ele desperta para a realidade da sua situação e, dos lamentos que lhe escapam por haver descido, nasce-lhe o desejo de adquirir forças para de novo elevar-se - e aí tem ele um grande motivo de emulação".

Concluímos, portanto, que a música superior contribui para a elevação espiritual do ouvinte - ou do executante - quando dela sabe-se tirar bom proveito.
O espírito do músico atua sobre o fluido universal (ou energia cósmica) através de seu sentimento

O maestro Rossini ressalta que o espírito produz os sons que é capaz de saber e não consegue querer o que não sabe. "Assim, aquele que compreende muito, que tem em si a harmonia, que se acha dela saturado, que goza do seu sentido íntimo, desse nada impalpável, dessa abstração que é a concepção da harmonia, atua quando quer sobre o fluido universal que, instrumento fiel, reproduz o que ele concebe e deseja. O éter vibra sob a ação da vontade do espírito. A harmonia que o espírito traz em si concretiza-se, por assim dizer, evola-se, doce e suave, como o perfume da violeta, ou ruge como a tempestade, ou estala como o raio, ou solta queixumes como a brisa. É rápida como o relâmpago, ou lenta como a neblina; tem os despedaçamentos de um soluço, ou é contínua como a relva; é precipitada qual catarata, ou calma como um lago; murmura como um regato, ou ronca como uma torrente. Ora apresenta a rudeza agreste das montanhas, ora a frescura de um oásis; é alternativamente triste e melancólica como a noite, leda e jovial como o dia; caprichosa como a criança, consoladora como uma paixão, límpida como o amor e grandiosa como a Natureza. Quando chega a este último terreno, confunde-se com a prece, glorifica a Deus e leva ao arroubamento aquele mesmo que a produz, ou a concebe", esclarece poeticamente o maestro.

Ele explica que o sentimento da harmonia é como o espírito que tem a riqueza intelectual: um e outro possuem constantemente da propriedade inalienável que conquistaram pelo esforço esforço.

"Pela música, o espírito faz ressoar no éter a harmonia que traz em si", define o maestro.

Assim como o espírito inteligente, que ensina a sua ciência aos que ignoram, experimenta a ventura de ensinar, porque sabe que torna felizes aqueles a quem instrui, também o espírito que faz ressoar no éter os acordes da harmonia que traz em si experimenta a felicidade de ver satisfeitos os que o escutam.

Para ele, "a harmonia, a ciência e a virtude são as três grande concepções do espírito: a primeira o arrebata, a segunda o esclarece, a terceira o eleva.

Possuídas em toda a plenitude, elas se confundem e constituem a pureza".

A música é o médium da harmonia

Explica o maestro que "o compositor que concebe a harmonia a traduz na grosseira linguagem chamada música, concretiza a sua idéia e a escreve e, embora desvirtuada pelos agentes da instrumentação e da percepção, a música sempre causa impressões nos que a ouvem traduzida. Essas sensações são a harmonia. A música as produz. As sensações são efeito da música. Esta é posta a serviço do sentimento para ocasionar a sensação. O sentimento, na composição, é a harmonia; a sensação. No ouvinte, é também a harmonia, com a diferença de que é concebida por um e recebida pelo outro. A música é o médium da harmonia. Ela a recebe e a dá, como o refletor é o médium da luz, como tu és o médium dos espíritos. É concebida pela alma e transmitida à alma".

Os sentimentos da música

Extraordinária diferença há na concepção e apreciação da música entre homens e espíritos: enquanto na terra tudo é grosseiro, os espíritos, contudo, possuem a percepção direta.

"É possível expor os fatos que os sentimentos íntimos provocam, defini-los, descrevê-los, mas, os sentimentos, esses se conservam inexplicados. A música pode provocar sentimentos diferentes em cada pessoa porque as mesmas causas geram efeitos contrários. Em física isto não existe, mas em metafísica existe. Existe, porque o sentimento é propriedade da alma e as almas diferem de sensibilidade entre si, de impressionabilidade, de liberdade. A música, que é a causa segunda da harmonia percebida, penetra e transporta a um, deixando frio e indiferente a outro. É que o primeiro se acha em estado de receber a impressão que a harmonia produz, ao passo que o segundo se acha em estado oposto: ele ouve o ar que vibra, mas não compreende a idéia que lhe traz. Este chega a entediar-se e a adormecer, enquanto que aquele outro se entusiasma e chora. Evidentemente, o homem que goza as delícias da harmonia é muito mais elevado, mais depurado, do que aquele em quem ela não logra penetrar. Sua alma, mais apta a sentir, desprende-se mais facilmente e a harmonia lhe auxilia o desprendimento, transporta-a e lhe permite ver melhor o mundo moral. Deve-se concluir daí que a música é essencialmente moralizadora, uma vez que traz a harmonia às almas e que a harmonia as eleva e engrandece".

A música exerce influência sobre a alma e seu progresso

O grande músico traz a Allan Kardec um interessante conceito sobre o poder espiritualizador da música: "A harmonia (expressa pela música) coloca a alma sob o poder de um sentimento que a desmaterializa". Isto significa que a harmonia, expressa pela boa música, acelera nossas vibrações, permitindo-nos sentimentos de acesso espiritual a dimensões que não conseguimos alcançar comumente.

"Este sentimento existe em certo grau, mas desenvolve-se sob a ação de um sentimento similar mais elevado. Aquele que esteja desprovido de tal sentimento é conduzido gradativamente a adquiri-lo, acaba deixando-se penetrar por ele e arrastar ao mundo ideal, onde esquece, por instantes, os prazeres inferiores que prefere à divina harmonia".

Podemos refletir aqui o poder e a responsabilidade que possui um artista espiritualizado e consciente, pois que lhe é dado arrebatar, pela emoção superior, as almas dos homens às alturas das esferas transcendentes, assim como ele próprio pela mesma música é arrebatado.

A música reflete a alma do compositor

Rossini lembra que se considerarmos que a harmonia sai do concerto do espírito, podemos deduzir que a música exerce salutar influência sobre a alma (que é, em verdade, o espírito encarnado) e a alma que a concebe também exerce influência sobre a música. Há uma simbiose entre o artista e sua obra, uma vez que eles se confundem no resultado final. "A alma virtuosa, que nutre a paixão do bem, do belo, do grandioso e que adquiriu harmonia, produzirá obras-primas capazes de penetrar as mais endurecidas almas e de comovê-las. Se o compositor é terra-a-terra, como poderá exprimir a virtude de que desdenha, o belo que ignora e o grandioso que não compreende? Suas composições refletirão seus gostos sensuais, sua leviandade, sua negligência. Serão, ora licenciosas, ora obscenas, ora cômicas, ora burlescas, comunicando aos ouvintes os sentimentos que exprimem e os perverterão, em vez de melhorá-los".

Essa dissertação nos faz meditar que é melhor termos mais cuidado com o nosso cardápio musical, muitas vezes digerido, involuntariamente, por coação dos meios de comunicação alienadores. É bom perguntar: em que tipo de música andamos refletindo os nossos gostos íntimos?

· Pelo Centro de estudos espíritas Paulo apóstolo, de Mirassol - CEEPA