quarta-feira, 18 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
CÉLULAS TUMORAIS MORTAS PELA MÚSICA !
CÉLULAS TUMORAIS MORTAS PELA MÚSICA !
O poder da música !!
http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2011/03/29/celulas-tumorais-expostas-quinta-sinfonia-de-beethoven-perderam-tamanho-ou-morreram-924114082.asp
Música contra o câncer
Células tumorais expostas à "Quinta Sinfonia", de Beethoven, perderam tamanho ou morreram
Publicada em 29/03/2011 às 09h02m
RIO - Mesmo quem não costuma escutar música clássica já ouviu, numerosas vezes, o primeiro movimento da "Quinta Sinfonia" de Ludwig van Beethoven. O "pam-pam-pam-pam" que abre uma das mais famosas composições da História, descobriu-se agora, seria capaz de matar células tumorais - em testes de laboratório. Uma pesquisa do Programa de Oncobiologia da UFRJ expôs uma cultura de células MCF-7, ligadas ao câncer de mama, à meia hora da obra. Um em cada cinco delas morreu, numa experiência que abre um nova frente contra a doença, por meio de timbres e frequências.
A estratégia, que parece estranha à primeira vista, busca encontrar formas mais eficientes e menos tóxicas de combater o câncer: em vez de radioterapia, um dia seria possível pensar no uso de frequências sonoras. O estudo inovou ao usar a musicoterapia fora do tratamento de distúrbios emocionais.
- Esta terapia costuma ser adotada em doenças ligadas a problemas psicológicos, situações que envolvam um componente emocional. Mostramos que, além disso, a música produz um efeito direto sobre as células do nosso organismo - ressalta Márcia Capella, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, coordenadora do estudo.
Clique aqui para ouvir a Quinta Sinfonia
Como as MCF-7 duplicam-se a cada 30 horas, Márcia esperou dois dias entre a sessão musical e o teste dos seus efeitos. Neste prazo, 20% da amostragem morreu. Entre as células sobreviventes, muitas perderam tamanho e granulosidade.
O resultado da pesquisa é enigmático até mesmo para Márcia. A composição "Atmosphères", do húngaro György Ligeti, provocou efeitos semelhantes àqueles registrados com Beethoven. Mas a "Sonata para 2 pianos em ré maior", de Wolfgang Amadeus Mozart, uma das mais populares em musicoterapia, não teve efeito.
- Foi estranho, porque esta sonata provoca algo conhecido como o "efeito Mozart", um aumento temporário do raciocínio espaço-temporal - pondera a pesquisadora. - Mas ficamos felizes com o resultado. Acreditávamos que as sinfonias provocariam apenas alterações metabólicas, não a morte de células cancerígenas.
"Atmosphères", diferentemente da "Quinta Sinfonia", é uma composição contemporânea, caracterizada pela ausência de uma linha melódica. Por que, então, duas músicas tão diferentes provocaram o mesmo efeito?
Aliada a uma equipe que inclui um professor da Escola de Música Villa-Lobos, Márcia, agora, procura esta resposta dividindo as músicas em partes. Pode ser que o efeito tenha vindo não do conjunto da obra, mas especificamente de um ritmo, um timbre ou intensidade.
Em abril, exposição a samba e funk
Quando conseguir identificar o que matou as células, o passo seguinte será a construção de uma sequência sonora especial para o tratamento de tumores. O caminho até esta melodia passará por outros gêneros musicais. A partir do mês que vem, os pesquisadores testarão o efeito do samba e do funk sobre as células tumorais.
- Ainda não sabemos que música e qual compositor vamos usar. A quantidade de combinações sonoras que podemos estudar é imensa - diz a pesquisadora.
Outra via de pesquisa é investigar se as sinfonias provocaram outro tipo de efeito no organismo. Por enquanto, apenas células renais e tumorais foram expostas à música. Só no segundo grupo foi registrada alguma alteração.
A pesquisa também possibilitou uma conclusão alheia às culturas de células. Como ficou provado que o efeito das músicas extrapola o componente emocional, é possível que haja uma diferença entre ouví-la com som ambiente ou fone de ouvido.
- Os resultados parciais sugerem que, com o fone de ouvido, estamos nos beneficiando dos efeitos emocionais e desprezando as consequências diretas, como estas observadas com o experimento - revela Márcia.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2011/03/29/celulas-tumorais-expostas-quinta-sinfonia-de-beethoven-perderam-tamanho-ou-morreram-924114082.asp#ixzz1Ly8rfJAJ
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Beija-flor cósmico nasce do choque de três galáxias
Beija-flor cósmico nasce do choque de três galáxias: "A colisão de três galáxias está produzindo um espetáculo raro a 650 milhões de anos-luz da Terra, gerando a imagem de um beija-flor cósmico que flutua serenamente contra o céu escuro. brA resolução final da imagem é de um décimo de arco-segundo - algo como o ângulo de uma moeda de 2 centímetros de diâmetro visto de uma distância de 40 km."

A colisão de três galáxias está produzindo um espetáculo raro a 650
milhões de anos-luz da Terra. O evento, de proporções sobre-humanas,
gerou a imagem de um beija-flor cósmico, flutuando serenamente contra o
céu escuro.
Óptica adaptativa
A galáxia ESO 593-IG 008 foi fotografada por um dos instrumentos do Telescópio VLT ("Very Large Telescope"). Até agora imaginava-se que a colisão estava acontecendo entre duas galáxias apenas. Mas o instrumento chamado NACO utilizou seu mecanismo de óptica adaptativa para gerar uma imagem de maior resolução e permitir que os astrônomos vissem que são três galáxias que estão se chocando.
Beija-flor cósmico
Devido à sua semelhança com um pássaro, os astrônomos passaram a chamar a galáxia tripla de Bird. Apenas o "rabo" do pássaro cósmico mede mais de 100.000 anos luz de comprimento, o tamanho de toda a nossa Via Láctea.
A resolução final da imagem é de um décimo de arco-segundo - algo como o ângulo de uma moeda de 2 centímetros de diâmetro visto de uma distância de 40 km. Isto é cerca de 600 vezes mais do que o olho humano consegue distinguir.
Bibliografia:
Adaptive optics imaging and optical spectroscopy of a multiple merger in a luminous infrared galaxy
P. Väisänen et al.
Monthly Notices of the Royal Astronomical Society
Vol.: In Print
Redação do Site Inovação Tecnológica - 07/01/2008
Óptica adaptativa
A galáxia ESO 593-IG 008 foi fotografada por um dos instrumentos do Telescópio VLT ("Very Large Telescope"). Até agora imaginava-se que a colisão estava acontecendo entre duas galáxias apenas. Mas o instrumento chamado NACO utilizou seu mecanismo de óptica adaptativa para gerar uma imagem de maior resolução e permitir que os astrônomos vissem que são três galáxias que estão se chocando.
Beija-flor cósmico
Devido à sua semelhança com um pássaro, os astrônomos passaram a chamar a galáxia tripla de Bird. Apenas o "rabo" do pássaro cósmico mede mais de 100.000 anos luz de comprimento, o tamanho de toda a nossa Via Láctea.
A resolução final da imagem é de um décimo de arco-segundo - algo como o ângulo de uma moeda de 2 centímetros de diâmetro visto de uma distância de 40 km. Isto é cerca de 600 vezes mais do que o olho humano consegue distinguir.
Bibliografia:
Adaptive optics imaging and optical spectroscopy of a multiple merger in a luminous infrared galaxy
P. Väisänen et al.
Monthly Notices of the Royal Astronomical Society
Vol.: In Print
sábado, 30 de abril de 2011
PROJEÇÃO ASTRAL
Há um constante conflito entre o homem interior e o mundo exterior; entre seus ideais e a necessidade de sobreviver; entre seus sonhos e a realidade.
Entre a fantasia e a realidade, existe um limite onde são forjados os sonhos. Dependendo do engendramento desses sonhos, o ser humano pode ser fortalecido ou enfraquecido, alertado ou distraído, conscientizado ou obnubilado.
Aparentemente, dormir é como morrer, já que, tanto no sono como na morte, o véu da inconsciência envolve o ser humano.
O corpo físico permanece inconsciente durante o sono porque a consciência projetou-se naturalmente para fora dele.
Em termos reais, é uma mini-morte, não física, mas consciencial, pois a maioria dos seres humanos sai do corpo de maneira inconsciente ou semiconsciente. Assim, os homens são totalmente envolvidos pelas idéias oníricas que acabam por influenciá-los, de maneira positiva ou negativa, durante a vigília física normal.
Enquanto as consciências encarnadas no plano físico não se esforçarem para melhorar sua lucidez, física e extrafísica, a Terra continuará sendo um imenso "dormitório espiritual", suspenso no espaço sideral.
Durante a vigília física normal, os seres humanos são dominados pelos impulsos emocionais, oriundos da falta de controle do corpo emocional (psicossoma), e pelas lentas vibrações do cérebro físico que restringem e amortecem o corpo mental (1).
Durante o sono, esses mesmos seres humanos libertam-se temporariamente do restringimento físico, mas não se libertam do emocionalismo que lhes caracteriza a existência e nem da cobiça e orgulho que os fazem brigar entre si constantemente.
Envolvida pelas formas-pensamento (2), oriundas do descontrole mental manifestado na vigília física normal, a grande maioria das consciências encarnadas permanece flutuando acima do corpo físico, lidando com os assuntos triviais do seu dia-a-dia.
Algumas pessoas conseguem afastar-se do corpo físico, buscando, inconscientemente, emoções fortes e vibrações densas que tenham afinidade com seu padrão espiritual. São verdadeiros "sonâmbulos espirituais", que muitas vezes são atraídos automaticamente para os ambientes onde movimentam-se durante o dia ou para certas áreas do plano astral inferior bastante densificadas vibratoriamente, onde são vampirizados energeticamente por obsessores desencarnados que aproveitam-se da situação. Ao despertarem assustadas no físico, essas pessoas pensam que foram vítimas de um pesadelo.
Durante o dia, os encarnados arrastam-se pela vida, motivados por interesses mesquinhos e egoístas, brigando e matando uns aos outros como se fossem feras indomáveis.
Durante a noite, projetam-se espontaneamente e ficam a sonhar fora do corpo. Na verdade, é como se não estivessem projetados, pois estão totalmente inoperantes para o plano astral.
Seu psicossoma (3) está fora do corpo físico, mas sua consciência continua agrilhoada aos valores do plano físico.
Nos planos extrafísicos próximos ao plano físico, também encontramos multidões de pessoas em estado lastimável de semiconsciência. São os desencarnados que encontram-se sonambulizados astralmente após a morte. São verdadeiras legiões de zumbis espirituais envolvidos nas formas-pensamento engendradas durante a vida física pelo descontrole mental e emocional em que viviam. Dentro do monoideísmo espiritual em que se encontram, alguns pensam poder ressuscitar o cadáver e, assim, tornar a viver no plano físico. Outros sentem a falta das vibrações densas e pesadas do corpo humano. Outros, ainda, sentem dores atrozes devido à morte violenta que sofreram ou choram as oportunidades perdidas e a saudade dos familiares que ficaram encarnados.
Se todas essas pessoas tivessem aprendido a projetar-se conscientemente para fora de seu corpo humano durante a vida física, provavelmente não estariam nessa situação, pois teriam compreendido que a morte é apenas a passagem da consciência para outro plano. É simplesmente uma projeção final, da qual não se retorna mais para o físico. A adaptação ao plano extrafísico seria tranqüila, pois o meio-ambiente astral lhes seria familiar pelas visitas feitas anteriormente através das projeções.
Assim, observamos bilhões de consciências encarnadas e desencarnadas anexadas, mental e emocionalmente, apenas à realidade humana, totalmente bloqueadas para outras realidades extrafísicas.
A inconsciência e a semiconsciência imperam absolutas no reino humano. Isso pesa bastante na economia espiritual do planeta, que poderia ser considerado não só como um "dormitório espiritual", mas também como um "manicômio consciencial", situado em pleno espaço sideral, em um pequeno sistema solar inserido dentro da Via Láctea, logo ali (ou aqui), na esquina do Universo.
Enquanto o ser humano não descobrir o que acontece consigo mesmo durante o sono e não aproveitar seu potencial nessas horas ociosas, estará morto para a realidade existente em outros planos. Estará iludido pelos valores limitados que a vida humana lhe oferece. Urge que cada consciência aperceba-se da necessidade de vislumbrar outros planos de existência e neles adquirir força e conhecimento para não deixar que o véu de Maya (4) lhe bloqueie as percepções e distorça seus pensamentos.
Se cada consciência encarnada melhorasse sua lucidez extrafísica (5) durante a projeção, que ocorre naturalmente todas as vezes que seu corpo físico adormece, provavelmente teríamos uma manifestação mais equilibrada no plano físico. Assim, talvez esse nosso planeta louco deixasse de ser um "manicômio consciencial", podendo ser transformado ao menos em um "hospital decente".
Paz e Luz!
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - Texto extraído do livro "Viagem Espiritual - I" - Editora Zennex - 1993.)
- Notas:
1. Corpo mental - é o veículo de manifestação pelo qual a consciência se manifesta usando os atributos da inteligência (intelecto, intuição, memória, imaginação, e outros); mente; corpo do pensamento.
2. Formas-pensamento- são as formações mentais modeladas e organizadas pelo pensamento e a imaginação; formas mentais; formas ideoplásticas.
3. Psicossoma - veículo de manifestação pelo qual a consciência se manifesta no plano extrafísico; corpo astral; perispírito; corpo espiritual; astrossoma; corpo dos desejos; corpo psíquico; corpo emocional; corpo fluídico; corpo sutil; duplo astral.
4. Maya - do sânscrito - ilusão; tudo aquilo que é mutável, que está sujeito à transformação por diferenciação.
Obs.: Como um excelente complemento a esses esclarecimentos projetivos de Ramatís, posto na sequência um excelente texto do meu amigo Enki, professor de Yoga e pesquisador das experiências fora do corpo.
A PROJEÇÃO DA CONSCIÊNCIA E A BUSCA PELA LUCIDEZ
(Essa matéria foi publicada na edição especial sobre "Viagens Fora do Corpo" - da Revista de Espiritismo Cristão - Ano 2 - Número 7 - Janeiro de 2003 - Editora Vivência. Aqui o texto está na íntegra, sem os cortes normais de edição de uma revista, e com notas de rodapé adicionais.)
- por Enki -
Um dos pontos mais buscados dentro do estudo da projeção da consciência (1) é a lucidez extrafísica.
A Projeção da consciência é caracterizada pela presença de três estados distintos de lucidez consciencial. São eles:
a) Inconsciência ou total falta de lucidez - No estado de inconsciência, geralmente, "dormimos" acima do corpo físico, ficando presos à cúpula de energia que envolve e protege o corpo físico durante a projeção (2). No entanto, em alguns casos, nosso corpo espiritual (3) pode se dirigir ao local, pessoa ou atmosfera psíquica em que estávamos sintonizados nos momentos anteriores ao sono. É possível para o projetor consciente ver o corpo extrafísico de encarnados flutuando à deriva.
b) Semiconsciência ou lampejos de lucidez - É caracterizado pela retomada esporádica da lucidez. Em muitos casos, um estado de torpor toma conta do projetor e esse não consegue identificar com clareza o que acontece com ele, como se estivesse embriagado. O processo de saída ou volta ao corpo nem sempre é percebido. Geralmente retomamos a lucidez no meio da projeção.
c) Consciência ou lucidez: O estado de total lucidez é caracterizado pelo total controle dos processos projetivos pelo praticante, onde esse interage "conscientemente" com o meio onde se encontra projetado.
Mas o que é lucidez realmente?
O que é estar lúcido?
De maneira geral chamamos de lucidez o estado mental onde percebemos a nós mesmos e o ambiente ao redor e interagimos com os objetos exteriores à nossa mente. É quando o senso de "EU" está presente e ativo.
Esse sentido de Eu ou Ego é o principal agente na obtenção da lucidez, seja ela física ou extrafísica, pois ele é o intermediário entre as percepções captadas pelos órgãos dos sentidos, levando-as ao contato com o princípio inteligente que interpreta essas percepções, transformando-as em sensações.
Portanto, é importante ter a certeza de que o Ego, muitas vezes criticado pelas correntes espiritualistas, é extremamente importante para o crescimento espiritual, pois se usado corretamente pode se transformar em aliado poderosíssimo.
Ramakrishna (4), sábio hindu que viveu no século XIX, costumava dizer que, se ainda não era possível aniquilar o senso de Eu, que seria interessante usá-lo ao nosso favor.
Mas como fazer isso?
De maneira a analisar o nosso Eu, nós temos que começar analisando os objetos dos sentidos e a suas relações com o corpo material.
Nós possuímos cinco sentidos de percepção mais a mente que processa essas informações. Esses cinco sentidos são portas pelas quais nosso ego individual entra em contato com o mundo exterior.
Através das vibrações recebidas pelos objetos exteriores é que construímos a nossa realidade.
Tomaremos como exemplo a percepção das cores.
Através dessas vibrações nós vemos cores diferentes nos objetos e a visão dessas cores vem através de vibrações especificas que entram em contato com os nossos globos oculares e é através dos globos oculares que essas vibrações são focadas, e então é produzida uma imagem invertida nas retinas.
Nós não estamos cientes dessa imagem invertida, mas essa imagem invertida, seja de uma cadeira ou de qualquer outra coisa, produz certas mudanças nos nervos óticos. As vibrações captadas pelos nervos óticos são levadas pelas células do cérebro e uma nova mudança ocorre, e essa mesma vibração é traduzida pelo Ego em sensações. Ego é o agente do princípio inteligente, da Consciência ou Em Si do ser.
Se essas vibrações não forem traduzidas em sensações por um princípio consciente, elas permanecerão apenas como vibrações.
As que são traduzidas como percepções se transformam em sensações e outro processo mental se desenrola e essas percepções serão transformadas ou convertidas em conceitos.
Sendo assim, se eu fechar meus olhos e pensar em uma cadeira, estarei desenhando uma forma mental da mesma cadeira. Isso é um conceito.
Você tem a forma ou conceito da cadeira, e a chama de cadeira e quando você vê algo semelhante a uma cadeira, você compara isso com o seu conceito de cadeira. Se isso não for semelhante ao seu conceito, você a chama de qualquer outra coisa. Esse mesmo processo é usado para formar conceitos sonoros (ex.: o som de uma bateria, de um carro, ou de um rojão).
Mas essas percepções só se tornarão sensações se houver um princípio inteligente operando nos bastidores.
Um corpo sem vida pode estar com os órgãos dos sentidos em perfeito estado, mas mesmo assim não irá produzir sensações, pois o princípio inteligente já não está mais presente.
Esse processo analítico é muito importante para o conhecimento das operações do Eu. Quando nós despertamos para essa análise, tentamos traçar a causa da sensação e, feito isso, estaremos aptos para descobrir o objeto causal das percepções e das sensações. Para isso um novo processo mental se desenrola e a mente tenta traçar a sua causa. Não são os órgãos dos sentidos que tentam traçar a causa, mas sim a mente inteligente.
Então nós projetamos nosso conceito de nossa mente para o exterior e pensamos que alguma coisa produziu a sensação. E assim nós identificamos a cadeira como cadeira. Mas de fato nós nunca vimos uma cadeira.
Isso parece estranho, não é mesmo? A cadeira não existe? Ao que tudo indica, parece que isso é verdade. Nós não podemos ver a cadeira externa e nós apenas podemos ficar conscientes da sensação. Tentarei explicar essas afirmações nas linhas abaixo.
O que vemos é produto de nossa carência emocional.
A Consciência emana a todo instante sentimento em todas as direções.
Essa emanação é fruto da carência de perceber a si mesma.
O primeiro plano onde essa carência se manifesta é o plano mental (lembrando que aglutinamos os sete planos em apenas três). Se nesse plano a minha emanação de sentimento encontra resposta, ela volta à consciência e a mesma se torna mais sábia. Se isso não ocorre, mais energia é empregada e a minha consciência se manifesta no plano astral. O processo se repete e se minha carência não for preenchida, mais energia é empregada e eu me manifesto no plano físico.
Encarnamos para satisfazer nossas carências e, assim, nos tornarmos consciências mais completas, sábias. A manifestação física é baseada na interação dos cinco sentidos e da mente com os objetos com que nos relacionamos. Os nossos sentidos estão captando vibrações dos objetos a todo instante e a nossa relação com esses objetos tem como objetivo nos tornar mais completos, plenos. Quando os nossos sentidos interagem com os objetos uma sensação é produzida e essa sensação deixa uma impressão na nossa mente. Essa impressão nós chamamos de prazer e pode ser dividida em "gosto" e "desgosto".
A impressão deixada fica adormecida, latente até que ela encontre as condições favoráveis para se manifestar novamente. Mas o que buscamos de fato? Qual é o objetivo real de nossas buscas? Felicidade.
Queremos nos sentir, livres, plenos, absolutos, completos. Quando nos relacionamos com um objeto, seja uma cadeira, um chocolate, ou qualquer outra coisa, buscamos nessas relações a satisfação de nossa carência de ser feliz e pleno. Nesse processo temos a oportunidade de perceber que os prazeres, a suposta felicidade originada dessas relações, são efêmeros, logo se esvaem, e rapidamente estaremos transportando nossa busca para outro objeto. Infelizmente, na maioria das vezes, nós não estamos conscientes desse processo.
Nós entramos em contato com muitos objetos, mas só ficamos conscientes de uns poucos. No entanto, todos os objetos com os quais os órgãos dos sentidos entram em contato modificam a mente, deixando impressões, que podem ser subconscientes ou subliminares.
Quando converso com alguém, o meu foco principal de atenção é a pessoa. No entanto, os meus órgãos dos sentidos estão trabalhando em conjunto com a minha mente e me dizendo se a roupa da pessoa me agrada ou não, se a voz dela me agrada ou não, se as cores do ambiente me agradam ou não, se os sons me agradam ou não, e por aí vai...
Todas essas relações são armazenadas na mente e separadas baseadas na relação de gosto e desgosto que temos com elas. Nossa mente é como um lago, onde a superfície representa a relação mente/objeto de forma mais direta. O fundo do lago representa as impressões captadas pela mente e que estão "adormecidas", em sua forma latente. É o que chamamos de subconsciente. Mas algumas vezes a superfície do lago se agita, revolvendo os detritos do fundo do lago, levando-os para a superfície. Da mesma maneira, quando surge um momento propício, informações de nosso subconsciente "sobem" para a mente consciente. Isso ocorre o tempo inteiro e nós nem percebemos.
Por exemplo: nesse exato momento, algumas pessoas que estão lendo esse texto podem estar balançando o pé, ou então, balançando o corpo. Por quê?
Porque certa música surge em minha mente de uma hora para outra, "sem mais nem menos"? Qual o estímulo que me levou a balançar o pé ou colocar a mão no queixo? Estou ciente disso? Geralmente não, mas os impulsos existiram e são possíveis de se descobrir com o uso do discernimento.
Esses são exemplos de sensações do subconsciente que se tornam objetos de nossa mente "consciente" sem que percebêssemos o processo. Muitas de nossas ações "conscientes" são, na verdade, frutos de estímulos de nossa mente subconsciente que "vem à tona" na mente consciente. Sabendo desse processo, pergunto: Estamos lúcidos? Não. Temos momentos de lucidez. Tanto dentro como fora de nosso corpo físico.
O estudante espiritualista costuma dividir o Homem em três corpos: o corpo mental, o corpo astral e o corpo físico.
Aceitamos o fato de que o corpo mental é "mais rápido" do que o corpo astral, e que o corpo astral é "mais rápido" do que o corpo físico. Pensar (mental) é mais rápido do que sentir (astral), que é mais rápido do que a ação física. A percepção consciencial no nível mental é extremamente difícil, pois as emanações são extremamente sutis. Essas vibrações sofrem uma densificação no plano astral, mas mesmo assim ainda são rápidas para nossa percepção consciencial. A manifestação no plano físico é a mais densa e mais lenta das três, mas ainda é rápida para nossa manifestação consciencial atual.
Todas essas manifestações ocorrem em seus mais variados graus, não sendo algo estático ou pré-definido. Do mental ao astral há infinitas gradações, e do astral ao físico também, pois uma manifestação consciencial nunca é igual à outra. Para ilustrar melhor o que foi dito acima, usaremos o simples exemplo de comprar uma maçã.
No plano mental, se desejo uma maçã, instantaneamente surge uma para mim. Eu fiquei mais sábio com isso? Não, foi tão rápido e eu sou tão imaturo que não assimilei o processo, pois ele carecia de algo com o qual eu me identifico muito: emoção.
Já no plano astral, com um pouco de concentração a maçã se forma em minhas mãos. Isso requer mais tempo que a manifestação mental, mas mesmo assim é muito rápido se comparado ao plano físico. Fiquei mais sábio com essa manifestação astral? De maneira geral, posso dizer que não. A experiência ainda é muito rápida e eu, imaturo que sou, não compreendi os processos. Percebo apenas um traço da experiência, pois já há a emoção presente no processo.
No plano físico, para eu ter a maçã eu preciso comprá-la (na maioria das vezes, mas esse exemplo também serve para aquele que apanha a maçã da árvore). Para comprá-la eu preciso de dinheiro. Para ter o dinheiro eu preciso trabalhar; para trabalhar preciso de uma profissão; para exercer a profissão, preciso de uma qualificação; para ser qualificado preciso ter estudado, e por aí vai...
A quantidade de ações que eu tive que desenvolver para poder ter a maçã me colocaram em diversas experiências, e são essas elas que podem me deixar mais sábio. No entanto, nem sempre nos tornamos mais sábios. Por quê? A interação com a maçã produz em nós uma modificação emocional (o prazer - gosto e desgosto) e essa identificação emocional é tão forte que tolhe a percepção direta da Consciência.
Será que o plano físico é muito rápido para nós? Parece que sim. Se não o é, por que repetimos os mesmos erros várias vezes? Por falta de atenção nessas interações e pelo nosso descontrole emocional (parecemos macacos indo de galho em galho, ou de desejo a desejo), estamos cada vez mais enraizados no ciclo reencarnatório.
O nosso corpo astral é a sede de nossas emoções, portanto, o controle emocional é uma das chaves para a lucidez. Entendendo as nossas relações com os objetos (e no nosso estudo tudo é objeto e nós somos o sujeito), estaremos nos tornando cada vez mais lúcidos, despertos e essa lucidez se refletirá fora do corpo físico. O que me adianta buscar a lucidez astral se não consigo controlar a minha raivinha durante o trânsito da cidade?
O nosso corpo físico funciona como um freio, pois ele nos permite perceber as emanações emocionais com mais clareza. Mesmo não dando muita importância para elas, ou nem mesmo percebendo-as, elas existem. E são essas variações emocionais que causam a falta de lucidez, seja ela física ou extrafísica.
O que somos aqui não é diferente do que somos fora do corpo. Somos um só. No entanto, os meios onde me manifesto são diferentes. O corpo físico obedece a leis naturais específicas do plano material e o corpo astral obedece às leis naturais específicas do plano astral. Nada é místico ou esotérico, mas sim natural e passível de investigação, entendimento e controle.
Sair do corpo não é privilegio ou dom. É um processo natural que envolve muita responsabilidade, assim como estar no corpo. A busca pela lucidez não é - ou não deveria ser -, uma exclusividade dos projetores ou estudiosos da projeção astral (5). Ela é a chave para o processo de iluminação, de despertar. Nossa felicidade não está condicionada a uma mudança de plano. O paraíso é portátil, está dentro de cada um de nós. O inferno também, se assim quisermos.
Estar encarnado é oportunidade de experiência, de crescer e ter a chance de compreender os processos da Existência. Dentro ou fora do corpo o importante e estar lúcido, e a busca pela lucidez é um ato de amor de nós a nós mesmos e ao mundo.
mais informação: http://www.ippb.org.br
segunda-feira, 25 de abril de 2011
A partida de Sri Sathya Sai Baba: Life & Legacy - I
O Lider espiritual Indiano Sri Sathya Sai Baba, partiu desta dimensão nesta Pascoa (abril/2011).
Texto por Mikhael Narduci
Morreu, na manhã deste domingo, Sathya Sai Baba, o mais famoso guru indiano dos últimos tempos. Ironicamente, este Homem de Milagres libertou-se de suas amarras terrenas justamente no dia em que se comemora a ressurreição de Cristo. Mas... Homem de Milagres? Eu não sou e nunca fui um adepto do movimento Sai Baba, mas sim um grande admirador de seu exemplar trabalho.
Homem de Milagres, sim, por suas obras e testificações do Amor Divino. O verdadeiro milagre está em transformar o mundo com seu exemplo. Se Sai Baba realmente era capaz de materializar itens, como acreditam seus adeptos, não ponho em questão, pois não são estes os milagres que realmente atesto em sua vida.
Atesto como milagre a transformação que Sathya Sai realizou na Índia, com Obras multibilionárias (como a criação de todo o sistema de saneamento básico do gigatesco país, que custou US$ 14 bilhões). Suas palavras de Amor e Liberdade foram capazes de transformar a vida de seus 6 milhões de seguidores ao redor do mundo, mas as vidas realmente transformadas foram as dos alunos dos Centros de Educação Sai Baba, que englobam desde creches até universidades, e vêm transformando há décadas a educação na Índia.
Hoje, programadores indianos fazem parte dos maiores projetos de software ao redor do mundo, seus cientistas estão liderando algumas das principais pesquisas em áreas médica, física e química, e a grande maioria da população indiana fala inglês fluentemente, tudo graças aos Centros de Educação Sai Baba.
Por isso, e por coisas que só eu posso sentir,
Obrigado, Sai Baba.
Para finalizar, o pensamento Sathya Sai para o dia de hoje:
"Algumas pessoas fazem a objeção de que Karma Yoga (a disciplina espiritual da ação) envolve muita tensão. Eles dizem, “Eu procurei só fazer o bem a eles, mas eles ignoraram meu desejo e tentaram me injuriar”. Tal desapontamento faz a pessoa perder o interesse na atividade. Alguém quer fazer o bem esperando obter contentamento disso e distribuí-lo. Quando tal contentamento não surge, o desapontamento aparece. Mas a lição que o Karma Yoga ensina é pratique o Karma como Karma por causa do Karma. Por que o Karma Yogi preenche suas as mãos com trabalho? Essa é sua verdadeira natureza. Ele sente que é feliz enquanto executa o trabalho. Isso é tudo. Ele não barganha para obter resultados. Ele não é motivado por qualquer cálculo. Ele dá, mas nunca recebe. Ele não conhece sofrimento, nem decepção, pois não esperava qualquer benefício."
Algumas dicas para você começar a mudar sua vida
Por Rosalina Candido Carvalho - http://mensagensdesarath.spaceblog.com.br/
Entenda que tudo o que acontece na sua vida é responsabilidade sua.Assuma o papel de protagonista e não de vítima.
Sendo você o responsável por tudo, corte a reclamação de sua vida. Reclamar é a pior coisa que você pode fazer por você mesmo. Foque ...em encontrar soluções em vez de ficar simplesmente apontando problemas.
Pense positivo. Se você acha que alguma coisa dará certo ou que dará errado, das duas maneiras você está certo. Então é melhor pensar positivamente, fazer as coisas darem certo.
Compreenda de uma vez por todas que a alimentação torna você o que você é. Passe a se alimentar com critério, nutrindo-se corretamente e não apenas enchendo a pança.
Coloque na sua cabeça que exercícios físicos não são uma questão de opção e sim de obrigação. É impossível manter-se saudável ao longo dos anos sem praticá-los, então comece hoje mesmo, nem que seja com uma caminhada pelo quarteirão.
Aprenda a descansar corretamente. É durante o sono que nosso corpo se recompõe. Tenha noites de sono tranqüilas e sua vida melhorará sensivelmente.
Adquira o hábito da leitura. Os livros são a melhor fonte de conhecimento e você pode entrar em contato com as grandes mentes da humanidade simplesmente compreendendo-os.
Anote todas as pendências fora de sua cabeça. Nossa mente não é o melhor lugar para deixar nossas pendências memorizadas. Isso gera estresse e confusão mental. Tenha o hábito de anotar suas pendências (projetos, tarefas, delegações, sonhos, metas) em um papel, em um software ou em qualquer lugar físico fora de sua cabeça.
Organize suas finanças. Problemas com dinheiro é um dos maiores motivos de infelicidade da humanidade. Que outra razão nos levaria a ficar oito horas por dia, cinco dias por semana, fazendo algo de que não gostamos? Aprender a gastar menos do que ganha e a investir a diferença para adquirir independência financeira.
Faça uma coisa de cada vez. Tentar resolver tudo ao mesmo tempo só vai deixá-lo frustrado. Da sua lista de problemas e aspirações, escolha uma e comece a trabalhar nela. Quando já estiver caminhando bem, passe para outra. Isso pode ser aplicado em tudo na sua vida. Se você tem dois focos, então não tem nenhum.
Saiba o que você quer da vida. Identificar os problemas não basta. Além de saber o que você não quer, você precisa ter em mente o que quer da vida. Trace seu objetivo principal, defina-o em detalhes e corra atrás dos seus sonhos.
Faça aos outros aquilo que você gostaria que fizessem a você mesmo. Essa é a regra de ouro para viver bem em sociedade e ser uma pessoa querida pelos demais. Note que não é para se limitar a não fazer aos outros o que gostaria que fizessem a você. É para fazer pelos outros.
Por fim, não deixe nada para amanhã. Hoje à noite você pode ter um ataque cardíaco e morrer. Ou o lugar onde você mora pode ser atingido por um furacão, um tsunami, um terremoto, um ataque terrorista ou ser alvo de bandidos assassinos. O dia de amanhã não é uma certeza na sua vida, então é bom começar hoje. Sem desculpas, sem mais infelicidade. Apenas ouça aquela voz que sempre lhe diz a coisa certa a fazer.
sábado, 23 de abril de 2011
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